Casa-Museu Amália Rodrigues
A casa amarela que fica no nº 193 na Rua de São Bento, em
Lisboa, é uma casa portuguesa com certeza. Foi lá que Amália Rodrigues viveu
meio século. As memórias que guarda fazem agora parte do imaginário
colectivo. Os grandes ramos de flores que ofereciam à fadista continuam a
chegar. E, não obstante as remodelações efectuadas pela Fundação Amália,
"quase tudo está como a dona da casa deixou", diz Madalena Braz
Teixeira, directora do Museu do Traje, a quem coube a tarefa de orientar a
transformação da casa em museu.
Preço dos bilhetes: 1.000$00 por pessoa
Entrada: grupos de 6 pessoas por hora
Visita: Durante uma hora o visitante será acompanhado por diversos
fados de Amália
Horário: Terça a Domingo, das 10 ás 18 horas.
"Jóias da Coroa" da Rainha do Fado
À entrada, ao cima da escadas, a anfitriã "recebe" os visitantes
num magnífico quadro de corpo inteiro.
Sala de Visitas e Sala de Jantar

Era nestes espaços que Amália recebia amigos, jornalistas e os
inúmeros admiradores. A disposição foi sensivelmente alterada para facilitar
as visitas.
Alguns dos objectos em destaque são:
- Sofá com um xaile negro de franjas e uma guitarra abandonada.
- Piano de meia cauda (Casa Petrof).
- Livros sobre Anthony Quinn, seu amigo pessoal.
- Quadros da escola flamenga dos séculos XVII e XVIII.
- Tela de Maluda com dedicatória: "Para a Amália, painel em miniatura
mas com amizade em tamanho natural." ( Maluda )
- Peças da Companhia das Índias, candelabros franceses.
- Vitrine ( recém - colocada ) com insígnias recebidas em todo o mundo.
- Cómodas D. Maria em pau santo.
- "Última Ceia" em pedra.
- Guitarra bojuda (que Amália disse ter ido à Batalha de Alcácer Quibir).
- A mesa da sala de jantar está posta, as pratas permanecem nos armários
de apoio e há garrafas semi-cheias no carrinho de chá.
Antecâmara e quatro de dormir
- Sobre a coberta da cama, três rosas, um lenço bordado e os óculos.
- Diz-se que Amália "não tinha coração para se desfazer de
nada". Por isso veja também: mochos de olhos vítreos, leões
coloridos, ouriço de cristal, dedais, pato de porcelana.
- Alfinete, com inúmeros espigões brancos e dourados, que atrapalhou Amália
durante um espectáculo em Macau. O adorno caiu e a fadista teve que o
pontapear para o outro lado do palco para que não caísse também.
- Magníficos vestidos que usou em palco, entre os quais aquele que levou
para a comemoração do 50º aniversário da sua carreira no Coliseu dos
Recreios
- Sombrinha de cabo de cisne dourado ao lado de uma poltrona
- Prateleiras com centenas de sapatos (Versace e Ferragamo), batons (Dior,
Yves Saint Laurent...), vestidos, camisas.
Voltar
Avançar